A América Latina passou por processos de independência, de formação de suas republicas, de ditaduras e de re-democratização de maneiras similares quanto a época e a forma como ocorreram, claro que nunca foram idênticos, cada um desses processos teve suas particularidades, causas e efeitos únicos, mas são as semelhanças que demonstram o fato estamos muito mais ligados aos nossos hermanos latinos do que nos damos conta devido a nossa formação lusitana que nos distancia culturalmente dos nossas hermanos hispânicos.
Não estou falando disso pra pensarem que eu sei muito sobre história, na verdade sempre fui péssimo para decorar nomes e datas, se não fosse o Skype e as redes sociais, esqueceria grande parte dos aniversários dos meus amigos e familiares, mas estou falando disso para chegar em dois pontos que me assustam, isso porque desde a onda de re-democratização e queda de ditaduras na década de 80 não existiu um movimento coletivo pela America Latina, mas atualmente parece surgir uma onda de censura (http://tinyurl.com/2g7cf6s e http://tinyurl.com/3ay4pqh) e perpetuação de governos por aqui.
Não estou falando disso pra pensarem que eu sei muito sobre história, na verdade sempre fui péssimo para decorar nomes e datas, se não fosse o Skype e as redes sociais, esqueceria grande parte dos aniversários dos meus amigos e familiares, mas estou falando disso para chegar em dois pontos que me assustam, isso porque desde a onda de re-democratização e queda de ditaduras na década de 80 não existiu um movimento coletivo pela America Latina, mas atualmente parece surgir uma onda de censura (http://tinyurl.com/2g7cf6s e http://tinyurl.com/3ay4pqh) e perpetuação de governos por aqui.
O ultimo caso sobre censura que tomei conhecimento, ocorreu na Venezuela de Hugo Chavez, que está no governo desde 1999 e já estatizou canais de TV e estações de rádio. Agora em agosto seu governo proibiu jornais críticos ao governo de divulgar imagens de violência (http://tinyurl.com/362tcp9 e http://tinyurl.com/23mv9tm).
Já na Argentina o governo do casal Kirchner (digo casal porque na Argentina não existe a possibilidade de reeleição para presidente como no Brasil, mas depois de Nestor Kirchner quem ganhou a eleição, com mandato até 2011, foi Cristina Kirchner, esposa de seu antecessor) tem um atrito com os dois jornais de maior circulação e críticos ao governo no país que prevê o controle do papel distribuído para jornais na Argentina assim como suspensão de serviços on-line desses grupos (http://tinyurl.com/3y5d9sr). Lá o CQC tem um tom pró governo e com isso além de conseguir acesso ao casal também consegue verba ao venderem espaço publicitário para o governo (http://tinyurl.com/29crh4f).
Já na Argentina o governo do casal Kirchner (digo casal porque na Argentina não existe a possibilidade de reeleição para presidente como no Brasil, mas depois de Nestor Kirchner quem ganhou a eleição, com mandato até 2011, foi Cristina Kirchner, esposa de seu antecessor) tem um atrito com os dois jornais de maior circulação e críticos ao governo no país que prevê o controle do papel distribuído para jornais na Argentina assim como suspensão de serviços on-line desses grupos (http://tinyurl.com/3y5d9sr). Lá o CQC tem um tom pró governo e com isso além de conseguir acesso ao casal também consegue verba ao venderem espaço publicitário para o governo (http://tinyurl.com/29crh4f).
Nas reportagens acima tem fatos ligados ao México, Bolívia e Honduras, mas o que me interessa é o Brasil, afinal é aqui que eu moro e é aqui que quero viver independente dos nossos problemas. Mas fora o fato mencionado na segunda reportagem que vinculei acima, a proibição da mídia de satirizar os candidatos nessa eleição de 2010 é algo inaceitável, humor é uma das formas mais acessíveis para se expor fatos absurdos. Ótimo que, por liminar, esse absurdo foi derrubado até seu julgamento definitivo (http://tinyurl.com/366bl6h). Mas o que me preocupa é: será que o Brasil vai se juntar a nossos hermanos nesse movimento a favor da censura?
Mesmo aqui onde é a reeleição presidencial é permitida por uma vez, estamos seguindo o modelo um casal se alternando na presidência como na Argentina e perpetuando um mesmo dirigente por mais de uma década como na Venezuela. Afinal o que vemos hoje na campanha da principal candidata ao governo é a simples vinculação de seu nome ao do atual governo, criando uma relação simbiótica com o atual governante, sem mudanças significativas.
Não duvidando da capacidade individual dela como governante da nação mas sua proposta de apenas seguir os passos de seu antecessor e angariar votos com isso me faz temer uma espécie de monarquia disfarçada.
Mesmo aqui onde é a reeleição presidencial é permitida por uma vez, estamos seguindo o modelo um casal se alternando na presidência como na Argentina e perpetuando um mesmo dirigente por mais de uma década como na Venezuela. Afinal o que vemos hoje na campanha da principal candidata ao governo é a simples vinculação de seu nome ao do atual governo, criando uma relação simbiótica com o atual governante, sem mudanças significativas.
Não duvidando da capacidade individual dela como governante da nação mas sua proposta de apenas seguir os passos de seu antecessor e angariar votos com isso me faz temer uma espécie de monarquia disfarçada.
Nestas eleições todos são livres para escolher seus candidatos, então espero que escolham os candidatos que se identifiquem e não escolham as pessoas que estão no back-stage manipulando os eleitos, boa sorte pra nós e consciência para todos.
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