Primeiro tenho que lucidez não é sinônimo de sobriedade, afinal algumas das verdades mais lucidas que já ouvi vieram de pessoas com um nível alcoólico bem questionável.
Lucidez, ainda mais a lucidez profunda, está em enxergar de maneira clara o mundo a nossa volta. Não busco epifanias, nem grandes revelações que mudem a minha vida ou daqueles que ainda não desistiram de ler isso. Busco apenas entender um pouco melhor o mundo, que ora pode se resumir à mim mesmo no epícentro do meu egocentrísmo ou todo o universo.
Mas chega de papo, e vamos ao meu momento de lucidez número um (aqueles que tem algo melhor pra fazer podem parar de ler agora, eu mesmo deveria parar de escrever, mas como devem ter notado, não tenho nada melhor pra fazer, alias acabou de surgir uma coisa melhor, volto em 15 min pra terminar... voltando).
Momento de lucidez profunda número 1: Me perguntaram hoje como eu estava, respondi que tudo ótimo e o que me surpreendeu foi a pergunta que veio em seguida "o que aconteceu pra você estar tão feliz?". Eis ai que me veio o momento de lucidez, porque tem que ter acontecido alguma coisa para que sejamos felizes?
Eu entendo que para que fiquemos tristes é necessário que algo de ruim tenha acontecido, se você não concorda comigo por favor procure um médico, isso pode ser depressão ou até crise existêncial. Mas porque precisamos de algo além para nos considerarmos felizes além da falta de motivos para estarmos tristes? (O texto tá ficando muito maior do que o próprio momento então para finalizar vou responder a pergunta.)
Nós não precisamos de motivos extras pra sermos felizes.
E esse foi o momento de lucidez, os momentos tristes podem nos marcar mais, e talvez confundamos felicidade com momentos de alegria ou euforia.
Devemos sim ter metas e celebrar cada conquista sem nos acomodarmos, mas também temos que saber valorizar as pequenas coisas do dia a dia, afinal "Sem os grãos de areia no concreto não se constroem arranha-céus".
E acho que foi esse o momento de lucidez: "Não precisamos de motivos para sermos felizes a não ser a própria felicidade".
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